Tomar

por Paulo Antônio Pereira 

se fosse possível contar lágrimas
odiaria mais ainda os números.
a dor não se mede pelo que se derrama
mas pelo que faz parir.

nascemos de gestos intraduzíveis
passamos a vida a rascunhar livros e siglas
como as crianças traçam seus joguinhos
(de mentirinha, de mentirinha!)

chega de ter medo, chega de gesticular à toa:
é preciso fazer o sangue jorrar
como um centurião que entende bem de seu ofício.
é preciso não abafar os olhos,
é preciso partir,quebrar tudo o que me impede de sair
e te tomar nos braços como irmã muito minha.

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