São João (II)

por Paulo Antônio Pereira 

hoje achei um balão apagado.
quase pisei nele.
olhei para o céu e quis pegar um balão
e não é que o teu balão
(sim, porque ele é teu)
já me esperava quietinho,
adormecido na areia ainda quente,
úmido de sereno!

como tudo é surpresa:
até se tropeçar num balão apagado em plena noite se tropeça.

quem me teria enviado este peregrino exausto,
que inclina a cabeça,
esperando que alguém o embale e aqueça novamente?

meu balão que se apagou
e nem sequer queimou toda a mecha!
por que voltaste assim, sem nenhuma ferida,
sem dor, sem som, sem uma lágrima?

hora-do-planeta-3

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