Verso Pobre

por Paulo Antônio Pereira

o verso que eu achei, sozinho no meu peito,
não dizia teu nome nem rimava.
dizia vento, dizia dor, dizia sem-razão
dizia hora vazia e espera sem limites.

pobre verso perdido de um poema
viajante do sonho, verso branco.
nele não há teu rosto nem teu beijo
nele só há palavras cansadíssimas.

por que não vive em mim algo mais que o desejo?

caneta

 

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