Balada do astronauta feito estrela

por Paulo Antônio Pereira

vai o vento, some a terra, come a cinza, corre a estrela
pó, pó, pó, pá, pá, pá,
bate, ó astronauta o pó das botas de teu uniforme
sacode as lágrimas do mundo
e fecunda a flor de plástico,
que corações transplantados a patadas
pó,pó,pó,pá,pá,pá
esperam-te aqui.

(prá que capinar lua,
se as pedras nossas que estão nos céus
são mundos adentro/mundos afora
chateados e opacos
zigzags sem zigs
zagzig sem zags?)

corre, astronauta de vidro
corre astronauta do tempo sem jeito
e se o kit eletrônico bater em teu peito
grita, grita, grita:
alô alô, vocês aí
cheguei, cheguei!
a morte é nossa
a luz, a lua , a lida
a linda linha finda.

NOTA:
Isto é para ser lido com raiva e ironia;
se a pessoa quiser chorar também, não se proíbe.

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