Fonte-flor

por Paulo Antônio Perira

na lua branca brinco contigo, flor impossível.
na noite clara, clara mulher, dormem teus beijos.
mãos feito rosas, medra um segredo, riso-mulher.

inclina o rosto sobre esta sombra
morre em meu peito parto incolor.
angústia vejo, sirene, tédio,
estrela posta, tarde esquecida.

teus braços rios
que correm frios
no leito seco
de um corpo quente.
choras? Eu vivo
morres? Eu fico
partes? Estou.

ri teu riacho, corre teu prado,
pensa nos olhos quem te buscou.

quando regares rosas e risos,
pensa no beijo, pensa na tarde,
pensa sem medo
pensa sem mim.

coracao_lago

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