Omnibus hominibus

por Paulo Antônio Pereira

na raiva rouco rijo forte trepidante
vai o ônibus triste seu caminho.
quantos sinais, quantas paradas,
quanta monotonia feita de primeiras e segundas…

é preciso parar, partir, correr
é preciso aceitar cada um que lhe faz um aceno.

rua rio
rosto ria
corre chora
para, espera.
é o guarda, o pedestre, a campainha
rodadura! vai-e-vem, olha fichinha!

corremos pelo espetáculo sem máscaras da cidade
invadimos intimidades expostas
assistimos aos homens, aos rostos, todos re-sentados e re-em-pés.
dançamos o jogo das molas
brincamos a sensualidade das curvas,
corremos, corremos…

ó senhor trocador, para onde vamos?

 janela-de-onibus

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