“Spira-espera” (CLAUDEL)

por Paulo Antônio Pereira

Norman Mclaren

ondas espumas e vento
murmura mar quente e calmo
nasce do medo a nascente
desabre a estrada segredo.
viver passado sem braços,
viver braços sem passado?
teu fundo cheio, teu lado
gemem, gemem os espaços.

entre nós muros de carne
sangue lento, quente medo
canção escolhida a dedo
flor-perfume desta tarde.

onde o mundo vira anseio
teu seio, mulher irmã
nós nos fundimos ao meio
no volteio da manhã.

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