Via gente

por Paulo Antônio Pereira 

no espaço do teu segredo
aprendo a sonhar de dentro
espero, componho, invento,
a viagem: vento e medo.

você, dois braços abertos
você corrida prá mim
andorinha negra e branca
canção de flor no jardim.

você veio, muda e olhos
girassol atento e quente
onda salgada de vida
suave, suavemente.

esperar –eis meu mistério
renascer em campo certo
ouvir você bem de perto
cantigas de meu saltério.

monge, longe, sem matinas
cantigas de antigamente
renasço relva tranquila
Suave, suavemente.

que tempo que espaço e medo
se intromete por nós dois?
espero e cuido a teu lado
a data? Eu ponho depois.

hoje nos vemos e cremos
amanhã sofrer incerto
tarde-cedo, longe-perto
que importa, se nós vivemos?

andorinha-voando

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